quarta-feira, 18 de novembro de 2009


O olho armado a mirar.
-prosseguem cegos andando
-o relógio a girar.
em círculos feito giz,
velocímetros parados...




e as sirenes que se atrasam

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

nous touche




Ela reconhecia seu antigo personagem que lhe aparecia a cada noite, mas em suma, agora que ela o reduzira ao estado de silêncio, depois que lhe surgira como sombras, estava livre enfim, certa de si mesma e desvencilhada de tudo que lhe era estranho. Com efeito, o ruído cessou, na luz que permaneceu só e pura. Entretanto ele conferiou-lhe uma inquietude, a do excesso de certeza, a de uma constelação demasiado certa de si própria... Ela ficou um momento perturbada pela sua própria simetria, mas, compreendendo pela evasão muito grande da clareza, outrora atenuada, que essa evasão fora o ruído do pássaro cujo vôo propagado parecera-lhe contínuo...Ela pensou que seguindo essa luz, logo que recriasse numa vertigem semelhante à primeira, ela retornaria a seu esvaimento.


Finit le vers et