sábado, 7 de março de 2015

Sutil e quente

Doces mistérios se embalam nos mais claros sinais que a vida dá.

Não ligo que hoje é domingo, até gosto principalmente depois do dia em que serpentinas se confundiram com sorrisos faiscantes. Entro rapidamente em um vestido, o pensamento se esvai em pensamentos soltos, e decido que tudo propicia um despertar, um espécime de tangente.
Mesas vazias, música do elevador, um atendente simpático, você.

Queria saber o que você pensa quando fecha as suas cortinas.

Tento ser discreta ao observar o seu aspecto intimista atrás de um vinho importado que nem consigo identificar, fazendo suas coisas, desliza pra lá sussurra pra cá.
você escreve com tinta laranja de uma caneta, depois verde. Cogito inúmeros possibilidades de qual seria a sua inspiração da vez, mas logo seu olhar se desinteressa do papel e entra em uma atmosfera leve e longe de indagação. Um sorriso me atinge subitamente e com ele percebo um lugar nessa vagarosa cena. Eu, submersa em uma bolha de imprevisibilidade, vou e a cabeça fica cheia de reprise.
 
A sua expressão reflete no anúncio de uma engrenagem infinda.

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